iinsana #17 | 90º Graus
O que é capaz de acontecer ao longo dos dias ?! Como você
mensura a sua vida e o impacto de cada evento?! Você vivenciou a idade (real)
que diz ter, ou tem a carga extra de mais vidas?! Seu giro é de 90°, 180° ou
360°?! Quantas vezes você parou no mesmo lugar, acreditando estar dando uma
volta na sua vida, quando na verdade andou girou tanto que parou no mesmo
lugar?!
É quando aproximadamente 15 anos de escolhas desmoronam diante dos seus olhos, virando
cinzas e renascendo a cada segundo que compõe o nascer de um novo dia. Eis que
a (grande) verdade é que ainda não te descobri ... E fico aqui pensando no
tanto de coisas que você me mostrou, me deu e me tirou. Que teia foi essa de
eventos, que nos levaram a chegar até esse “ponto”?! Julguei se tratar do fundo
do poço, mas podemos (agora) chamar de “o momento”?!
Claro que de todas, você é a mais nova, mas não menos
intensa, meu Deus, quanto coisa se atrelou aquelas idas e vindas, havia tanta
vida (e expectativa) naquela ponte
aérea, em meio aqueles terminais. Era maio de 2014 quando contemplei teus
arranha céus e pensei: “eu tenho um mundo (o teu) pra descobrir e conquistar”.
Tudo tão imenso, caótico, cinza e ao mesmo tempo tão fascinante e colorido.
Resolvi beber o canto da sereia de cauda verde (justo eu,
que detesto cafeína), comi pastel para substituir a mortadela e pedi maionese,
katchup e mostarda para afrontar teus costumes bestas de massa, queijo e
tomate. Como era fria, gelada e profunda naquela noite.
Mas o sol daquele final de semana nasceu no oriente, e com
ele teus gostos e sabores peculiares. E tu foi cor, auto - estima e um jeito
novo de encarar aqueles olhos castanhos de toda manhã, vieste comigo, em forma
e cor. Trouxe na mala a solidão e a conquista de uma profissão, mas levou contigo
aquelas rosas vermelhas de amores que nunca me dei a chance de experimentar.
Mas houve trabalho, muito trabalho e muito mais vezes de ti.
E sentindo aquele arrepio que só experimento quando meu corpo é tirado do solo
e flutua para te encontrar, eu voltei para toda tua imensidão e caos. Dessa vez
você era memória exalando amores antigos, e eu era liberdade.
Em algum lugar do “Ó”, naquele julho tu era vontade, desejo
antigo, era insistência, cantada barata e beijo roubado na chuva, lá tu traçava
lentamente (como teu trânsito mais caótico do rush) o início do meu fim. Roubaste meus olhos, não enxerguei. Meu
corpo alertava, eu ignorei.
E eu era força, beleza e encantamento para tua boca. Eu era
garra, persistência e curvas aos teus olhos. Conheci tua força em forma de mar
e teu amor na forma “do voar”. Eu brilhava, trabalhava, lutava, evoluía e experienciava
o auge do que acreditamos se tratar de realização e felicidade, que tolice.
Você foi amor que voltou, foi desejo atendido que virou frustração, foste novamente solidão. Eis que tu resolveu pegar minha mão,
já estávamos nos entendendo, sabia que tuas chuvas eram passageiras,que teu
caos era momentâneo e que teu colorido era(mais) intenso, que tuas experiências
eram únicas, eis que me joguei naquela “montanha russa” que era tua realidade,
perdi o medo de estar em você todos os dias. E você foi, novamente o início do
fim.
Desse dia em diante, mal sabia eu que tu seria a morte (para
ali na frente virar ressurreição). Foste amor, decepção, mentira, falta de empatia,
carinho e caráter, foste falta de verdade, e eu pensava justo tu que tanto me atraiu
para toda tua imensidão?! Porque me fez perder o chão?!
Chegou o momento de te redescobrir em mim, e como tu é
linda. É força, comprometimento,
carinho, amor, coragem, fé, energia,
gratidão, sinergia, desafio, resiliência e desejo!! Tu é Fênix ... somos nós
duas!! Forças capazes de mover o mundo, seja ele qual for (de quem for).

Que textão amiga!!! SP realmente te conquistou! Te amo!!!!
ResponderExcluirMuito amoreca!!! Tem que vir com o Vini!!! Amoá, bjs
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